Forum Portugal Global (FPG):

apoiar a Comissão Trilateral, promover a internacionalização das empresas portuguesas
Data desta versão: 28 de Dezembro de 2014
Os textos referenciados foram aprovados na primeira reunião do FPG,
sendo regularmente actualizados.
 

23 de Dezembro de 2014: Envio da primeira prestação do plano de pagamentos

25 de Novembro: Assembleia geral informal na NOVASBE com doze sócios presentes (incluindo seis procurações) na qual se fez o balanço da visita, se acordou no plano de pagamentos à CT, na jóia devida pelos sócios a partir de António Vitorino, no convite a João Líbano Monteiro e na eleição unanime de João Talone para membrod da CT.

17 de Novembro: Visita de Jean Claude Trichet que incluiu audiências com membros do governo (o líder da oposição estava em campanha na RAM), almoço no Grémio Literário oferecido pelo FPG, entrevista ao Expresso publicada a 22/11 e um jantar debate com cerca de 80 pessoas no Teatro Thália, na Estrada das Laranjeiras a Sete Rios.

A delegação à reunião europeia (31/10-2/11) em Belgrado incluiu Estela Barbot, Francisco de Lacerda, João Talone e Jorge Braga de Macedo.

14 de Maio: Assembleia geral extraordinária para relatar a reunião de Washington e preparar a visita do presidente europeu da CT Jean-Claude Trichet. Esta ficou a cargo de Alexandre Patrício Gouveia, Luís Mira Amaral e Miguel Horta e Costa.

A delegação à reunião mundial de 25-27 de Abril em Washington inclui Alexandre Patrício Gouveia, Estela Barbot e Jorge Braga de Macedo.

Almoço de acolhimento aos novos sócios seguido de Assembleia Geral ordinária 14 de Março no Grémio Literário na qual foram ainda eleitos os corpos gerentes por unanimidade dos presentes pessoalmente ou por procuração, conforme o quadro seguinte.

Alexandre Patrício Gouveia (vogal do Conselho Fiscal)

António Mexia

(equiparado) António Vasco de Mello (presidente da Assembleia Geral)

(membro) António Vitorino (vogal da Direção)

(membro) Eduardo Costa (presidente do Conselho Fiscal)

(membro) Estela Barbot (vogal da Direção)

Francisco de Lacerda

Francisco Sousa da Câmara (vogal  da mesa da Assembleia Geral)

João Luís Ramalho de Carvalho Talone

(equiparado, membro) Jorge Braga de Macedo (presidente da Direção)

Luís Filipe Marques Amado (vogal da mesa da Assembleia Geral)

Luis Mira Amaral

Miguel Horta e Costa

Pedro Queiroz Pereira

Ricardo Espírito Santo Salgado

 

 

 

Historial recente do FPG

 

Em 2007, António Borges e Jorge Armindo foram convidados para o grupo mas, quando aquele passou a sócio, só restavam 6 dos fundadores. Na reunião mundial de 2010 em Dublin, o Comité Executivo Europeu pretendeu uniformizar as quotas individuais dos grupos nacionais, duplicando assim a quota que o grupo português devia entregar à Comissão Trilateral. Em vez de tentar repercutir esse aumento nas quotas dos sócios, iniciou-se um processo de angariação que combinava de modo mais flexível o compromisso individual e a representatividade da empresa na internacionalização.

 

Entre a reunião mundial de 2013 em Berlim, na qual se estreou o novo membro e sócio António Vitorino, e a morte de António Borges em Agosto, aderiram João Talone, Alexandre Patrício Gouveia e Luís Amado. Além de planear uma homenagem à memória de António Borges por parte da Comissão Trilateral, continuou a angariação de sócios com Miguel Horta e Costa, Luís Mira Amaral e Francisco de Lacerda. Mantém-se o objetivo de voltar ao número de sócios de 2003.

Antecedentes

A Comissão Trilateral é uma organização internacional privada que congrega 415 personalidades líderes em diversas áreas de atividade - empresarial, política (exceto quando em funções governamentais), académica e imprensa - provenientes das três maiores regiões industrializadas e democráticas do mundo: América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.

 

Fundada em 1973 por David Rockefeller, a organização visa promover a internacionalização dos negócios e aumentar a competitividade global das economias. Reconhece-se que, através nomeadamente de Zbigniew Brzezinski, as reuniões regulares da Comissão ajudaram a promover o hábito dos líderes dos principais países industrializados se reunirem regularmente também (Na ordem de rotação, o G7 inclui França, Estados Unidos, Reino Unido, Rússia (desde 2006), Alemanha, Japão, Itália, Canadá. A União Europeia é representada pelos Presidentes da Comissão e do Conselho.). A Comissão Trilateral tem 3 presidentes regionais que se apoiam em 3 diretores regionais e num Comité Executivo com 52 pessoas. Tem escritórios em Nova Iorque, Paris e Tóquio e divide-se em três lados: Estados Unidos da América, Canadá e México formam um lado, os países do Espaço Económico Europeu formam outro e Ásia-Pacífico o terceiro.

 

O lado europeu inclui 27 grupos nacionais e 175 membros (21 para Alemanha, 20 para França, 18 para Itália e Reino-Unido, 12 para Espanha, 7 para Holanda, 6 para Bélgica-Luxemburgo, Irlanda e Suécia, 5 para Áustria, Chéquia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Polónia e Portugal, 4 para Finlândia, Grécia e Hungria, 3 para Bulgária, Croácia, Eslováquia, Roménia e Sérbia, 1 para Chipre, Eslovénia e Estónia.). O Comité Executivo europeu é composto pelos presidentes dos grupos nacionais que elegem um grupo de 5 dirigentes e que delibera por ocasião das reuniões europeia e mundial. É o Comité Executivo europeu que aprova a entrada de novos membros, o orçamento e o plano de atividades.

 

O grupo português foi fundado em 1980, por convite do então presidente do bloco europeu Georges Berthoin, verificada que estava a condição para formar um grupo nacional europeu que é a aceitação da candidatura de adesão ao que era então a Comunidade Económica Europeia. António Vasco de Mello, na altura presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) foi indicado para o Comité Executivo e convidou António Maldonado Gonelha, Francisco Lucas Pires, Mário Pinto e Paulo Pitta e Cunha.

 

Esse primeiro grupo preparou a reunião europeia que se realizou em Lisboa, em 29 e 30 de Outubro de 1983. Esta reunião ajudou a sedimentar o processo de integração europeia nos meios empresariais portugueses e a alertar a própria opinião pública para o desafio que a adesão representava. Também tornou a realidade portuguesa mais conhecida nas diversas capitais europeias.

 

António Vasco de Mello renovou o grupo em 1988 com Francisco Pinto Balsemão, Ilídio Pinho, Jorge Braga de Macedo e Rui Mateus e organizou a Reunião Plenária que se realizou em Lisboa de 25 a 27 de Abril de 1992. Foi, aliás, na reunião de Lisboa que se procedeu à substituição formal dos três presidentes da Trilateral. Rockefeller foi substituído por Paul Volcker, tendo-lhe sucedido Thomas Foley e, em 2008, Joseph Nye. Berthoin foi substituído por Otto Lambsdorff, tendo-lhe sucedido Peter Sutherland, Mario Monti e Jean Claude Trichet. Akiro Morita foi substituído por Yotaro Kobayashi e este, em 2013, por Yasuchika Hasegawa. Exceto o irlandês Sutherland, todos os presidentes vêm de países do G-7.

 

Em 1995, Antonio Vasco de Mello convidou Jorge Braga de Macedo (que, após interrupção por serviço público, regressara ao grupo em 1994, juntando-se a Carlos Tavares e José Lamego) para o substituir no Comité Executivo e concordaram em propor novos membros quando um sistema de apoio fosse criado. Foi o que aconteceu com a criação do Forum Portugal Global (FPG), cujos estatutos foram publicados no Diário da República, IIIª série, de 21 de Setembro de 1996.

 

Tratava-se de uma associação de empresas que possam servir de exemplo para a modernização e internacionalização nos seus sectores em Portugal, assegurando ainda a representação de interesses empresariais no grupo português da Comissão Trilateral. A ligação com o Comité Executivo é assegurada por uma dupla inerência: a presidência da Direção e a presidência da mesa da Assembleia Geral pertencem ao membro atual e seu predecessor, respetivamente Jorge Braga de Macedo e António Vasco de Mello.

 

Na primeira assembleia geral do FPG, completou-se a quota com o ingresso de 3 novos sócios fundadores, António Mexia (Banco Espírito Santo), João Menezes Ferreira (Morais Leitão & Galvão Telles) e Salvador Guedes (Sogrape), enquanto António Vasco de Mello e José Lamego ficavam equiparados a sócios.

Foram sucessivamente eleitos membros do grupo Eduardo Costa, Vasco de Mello, Estela Barbot e António Carrapatoso em representação dos sócios Banco Finantia, Império-Bonança, Sarcol (depois substituída por AGA) e Telecel Vodafone. Juntando a estes Bento Pedroso Construções (depois substituída por Lusosider), Portgás (depois substituida por EDP), Lusomundo, Plêiade (depois substituída por Finagra), Portucel, Semapa, Sojornal e Somague, chegou-se a 15 sócios, mais 10 equiparados em 2003 quando Estela Barbot organizou a reunião europeia no Porto.

 

O FPG partilha assim os valores de globalização empresarial e boa governação que levaram à criação da Comissão Trilateral e do grupo português, o qual sempre defendeu a difusão desses valores para além do núcleo duro do G-7. Na sessão sobre Portugal que abriu a reunião plenária da Comissão Trilateral de 1992, realizada em Lisboa, encorajou-se um alargamento às nações da Europa central e oriental, América Latina, Ásia Pacífico e África que defendessem esses mesmos valores mas muitos membros temiam a respectiva diluição. Só se conseguiram superar essas hesitações iniciais na reunião plenária de 2001, realizada em Londres. Na sessão sobre Portugal que abriu a reunião europeia do Porto, voltou-se a insistir no alargamento, focando o Brasil e África e em casos portugueses de sucesso empresarial (Sogrape, Logoplaste, Amorim).

 

Assim, os empresários da banca, seguros, vinhos, construção, telecomunicações, ambiente, energia, etc. que na sequência da reunião de 1992 decidiram apoiar a Comissão Trilateral tinham uma clara motivação para desenvolver o FPG. Queriam promover em Portugal o conhecimento dos desafios económicos e da globalização financeira, criando um fórum que debatesse a internacionalização dos negócios, fermento da interdependência económica e política entre as 3 maiores regiões industriais democráticas do mundo, União Europeia (EU), América do Norte e Japão.

Os sócios fundadores do FPG também sabiam que, sem debate público, continuariam a não resultar esforços governamentais para a promoção da internacionalização empresarial. Acreditavam que, sem uma política económica externa virada para a internacionalização, ficaria ameaçada a capacidade dos produtos portugueses competirem nos mercados complementares da UE e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Mau grado a maior parte das empresas portuguesas ser mais sensível aos custos do que aos benefícios do livre-câmbio em bens, serviços e ativos financeiros, tendo em conta que um intervencionismo estatal tradicionalmente excessivo, os sócios fundadores associaram-se ao alargamento da Comissão Trilateral às nações da Europa central e oriental, América Latina, Ásia Pacífico e África que defendessem os mesmos valores.


Notícias publicadas na sequência da reunião europeia da Comissão Trilateral no Porto

13 de Dezembro de 2003

Custos da cacofonia empresarial, Diário de Notícias. Lições da reunião do Porto e compromisso para 2004.
À assembleia geral extraordinária de 14 Novembro no Grémio Literário seguiu-se um almoço em que Paulo Sande, partner da CIDOT que, com Brunswick foram responsáveis pela comunicação da reunião europeia da Comissão Trilateral no Porto, comentou os resultados e propôs seguimento de acções de comunicação para 2004.
Durante a assembleia geral,  trataram-se os quatro pontos da agenda.
1. Aprovaram-se as contas e um voto de louvor a Estela Barbot.
2. O Presidente da Mesa irá  escrever ao presidente europeu a respeito da eleição dos vice-presidentes europeus
3. Admitiram-se como novos sócios Finagra, representada por José Roquette em substituição da Pleiade; Lusosider, representada por João Audi, e Galp, representada por António Mexia e deu-se mandato à direcção para concretizar a adesão de três outros sócios.
4. Os mandatos dos vogais da mesa da assembleia geral terminam no fim de 2003 e pediram para não ser reconduzidos. Um vogal do conselho fiscal e ambos os vogais da direcção pediram para ser substituídos. Foram eleitos os novos corpos gerentes, e serão anunciados no início do novo ano.

Ecos da reunião do Porto: Expresso, Fócus e Visão

Entrevista de Jorge Braga de Macedo a Cantos, publicada a 24 de Outubro.

Programa da reunião europeia da Comissão Trilateral no Porto, 24-26 de Outubro de 2003,
aprovado na reunião plenária de Seoul, 11-14 de Abril e pelos corpos gerentes do Forum a 9 de Maio.

Painel empresarial incluido na reunião europeia da Comissão Trilateral no Portoenglish

Assembleia Geral de 2003 seguida de almoço-debate com SExa. Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia, Dr. Franklin Alves.