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OS QUINZE SÓCIOS DO FORUM PORTUGAL GLOBAL
No quadro da EFTA e do acordo de livre-câmbio com a CEE, conseguiu-se a liberalização pautal de parte do sector industrial, mas esse esforço foi invertido e a intervenção nos mercados levada ao extremo logo após a restauração da democracia em 1974.
A banca e os seguros sofreram mesmo nacionalização e grupos económicos com raízes no século XIX tiveram de se restruturar fora do país. São sócios o Banco Espírito Santo Investimentos (que foi representado sucessivamente por António Mexia, Manuel Serzedelo e Ricardo Salgado) e a Império-Bonança (representada por Vasco de Mello, membro da Comissão Trilateral).
A Pleiade (representada por José Roquette) herdou uma longa tradição em África, a qual já se manifestara na intervenção de Francisco Mantero na Reunião Plenária da Comissão Trilateral em Lisboa, de 25 a 27 de Abril de 1992. De acordo com o protocolo de cooperação assinado com a ELO-Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação em 13 de Novembro de 1996, é ele quem representa a ELO nas assembleias gerais do FPG.
A liberalização foi também atrasada, por razões diferentes, em sectores exportadores anteriores à adesão à EFTA, como o vinho, onde a Sogrape (representada por Salvador Guedes) tem sido um líder da exportação de marcas internacionalmente reconhecidas desde a década de 1950. Ocorre o mesmo em sectores em que a resposta à interdependência é típicamente defensiva, como a construção e obras públicas: aí a Bento Pedroso (representada pelo seu presidente, Armando Pascoal, depois de Henrique Valadares e António Campos Forte), pertencente ao consórcio brasileiro Odebrecht, tem seguido o trilho da internacionalização. Também houve firmas privadas a entender o desafio da competitividade global nas telecomunicações, com a Vodafone (representada por António Carrapatoso, que foi presidente da Telecel), na energia, com a Portgas (representada pelo seu presidente António Gomes de Pinho), no ambiente, com a Somague (representada pelo seu presidente Diogo Vaz Guedes) e nos serviços jurídicos (representados por Francisco Sousa da Câmara da ML>).
Novos membros foram sendo encontrados noutros sectores, tendo em conta o máximo estatutário de 20 empresas no primeiro ano de actividade. Na reunião do Forum de 16 de Outubro de 1996 foram propostos pela Direcção Semapa (representado pelo seu Presidente Pedro Queiroz Pereira) e Portucel (representado pelo seu presidente Jorge Armindo, que substituiu Francisco Cruz Rosa). Trata-se de empresas de referência em sectores de exportação derivados da liberalização dos anos sessenta, o cimento e a pasta de papel, que o Estado tem erigido em sector estratégico.
Outros dois sócios reforçam o Forum nos sectores
da banca e dos meios de comunicação, onde Francisco Pinto Balsemão
representa Sojornal. Banco Finantia (representado por Eduardo Costa,
outro participante na reunião plenária de 1992), um intermediário
financeiro constituído quando já despontava a perspectiva do
mercado único europeu e Lusomundo
uma empresa líder no sector de comunicação (representada
sucessivamente por Luís Silva e Henrique Granadeiro). Após
o convite a Estela Barbot para membro da Comissão Trilateral,
a Sarcol, uma sociedade de produtos químicos
com sede no Porto, de que é vice-presidente, aderiu ao Forum.
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