Os empresários da banca, seguros, vinhos, construção, telecomunicações, ambiente, energia, etc. que decidiram apoiar a Comissão Trilateral tinham uma clara motivação para desenvolver o FPG. Queriam promover em Portugal o conhecimento dos desafios económicos e da globalização financeira, criando um forum que debatesse a internacionalização dos negócios, fermento da interdependência económica e política entre as 3 maiores regiões industriais democráticas do mundo, União Europeia, América do Norte e Japão.
A vontade dessas empresas ajudarem a criar um debate público sobre as causas e consequencias desta interdependência estrutural crescente pode ser vista como um meio para atingir um fim. O objectivo é uma economia e sociedade portuguesas mais competitivas não só nas regiões industriais mais ricas mas também nas regiões do Sul e do Leste, cujos problemas de desenvolvimento e de transição para o mercado os portugueses bem conhecem. Para atingir esse objectivo são necessárias empresas globalmente competitivas.
Os sócios do FPG também sabem que, sem debate público, continuarão provavelmente a não resultar esforços governamentais para a promoção da internacionalização empresarial. Ora sem uma política económica externa virada para a internacionalização, fica ameaçada a capacidade dos produtos portugueses competirem nos mercados complementares da União Europeia (UE) e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A maior parte das empresas portuguesas é mais sensível
aos custos do que aos benefícios do livre câmbio em bens,
serviços e activos financeiros. E tem razões para isso, porquanto
o intervencionismo estatal é tradicionalmente excessivo em Portugal.
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